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FAQ

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Perguntas mais frequentes


Como surgiu a idéia de se criar a DNDi?
Quem criou a DNDi?
O que são exatamente doenças negligenciadas?
As doenças negligenciadas podem ser tratadas?
Como a DNDi trabalha com seus parceiros para responder às necessidades impostas por estas doenças?
Quais os resultados conquistados pela DNDi desde sua fundação em 2003?
Como a DNDi identifica os projetos?
Como a DNDi vai pagar por isso?
A quem DNDi vai pedir recursos?
Como as indústrias farmacêuticas irão contribuir com a DNDi?
De quem serão os medicamentos que a DNDi desenvolve?
Quando a DNDi foi registrada, e onde fica estabelecida?



Como surgiu a idéia de se criar a DNDi?
Em 1999, observando a falta de medicamentos efetivos para algumas doenças típicas de regiões empobrecidas, a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) reuniu uma equipe de especialistas internacionais para estudar a crise de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de medicamentos para doenças negligenciadas. Este grupo de trabalho analisou os motivos desta crise, e por meio de estratégias alternativas para garantir o desenvolvimento de novos medicamentos para as doenças negligenciadas, recomendou a criação desta iniciativa, a DNDi.
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Quem criou a DNDi?
Seis Parceiros Fundadores de instituições das áreas humanitária, de pesquisas em saúde, e governamentais uniram suas forças para criar a DNDi:

Médicos Sem Fronteiras
Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz (Brasil)
Conselho Indiano de Pesquisa Médica (Índia)
Instituto Pasteur (França)
Ministério da Saúde da Malásia (Malásia)
Instituto de Pesquisa Médica do Quênia (Quênia)

A DNDi também trabalha em colaboração com o PNUD/Banco Mundial/Programa Especial de Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais da Organização Mundial de Saúde (OMS/TDR), que tem status de observador permanente, e busca ainda garantir uma representação de pacientes. Cada parceiro contribui ou com apoio financeiro ou com sua estrutura própria de pesquisa, representando e agregando apoio para os interesses da DNDi em nível mundial.
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O que são exatamente doenças negligenciadas?
Doenças negligenciadas, como malária e tuberculose, afetam principalmente pessoas em países pobres. Um mercado pequeno de medicamentos para essas doenças existe já que os países desenvolvidos também são, embora minimamente, afetados (por exemplo, pessoas que contraem malária durante viagens).

Doenças extremamente negligenciadas, como doença do sono, doença de Chagas, leishmaniose, úlcera Buruli, entre outras, afetam quase que exclusivamente as pessoas em países em desenvolvimento que são pobres demais para arcar com os custos do tratamento. Esses pacientes são tão empobrecidos que sequer constituem um mercado que possa atrair investimentos em P&D de medicamentos.
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As doenças negligenciadas podem ser tratadas?
Sim. Medicamentos para algumas dessas doenças até existem, mas são, em sua maioria, ultrapassados (alguns foram desenvolvidos há 70 anos), tóxicos e cada vez menos efetivos por causa da resistência. Alguns medicamentos têm efeitos colaterais que podem debilitar ou mesmo matar o paciente. Novas iniciativas de P&D são urgentemente necessárias para oferecer a esses pacientes negligenciados uma variedade maior de tratamentos seguros, efetivos e adaptados às suas necessidades específicas.
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Como a DNDi trabalha com seus parceiros para responder às necessidades impostas por estas doenças?
Recentes esforços internacionais para a retomada da P&D de medicamentos para as doenças negligenciadas vêm se concentrando principalmente em malária, tuberculose e HIV/aids – doenças que também estão presentes em países ricos, ou que possuem um mercado entre os viajantes. Esses esforços se baseiam fortemente nos mecanismos de incentivo de mercado, incluindo as parcerias público-privadas (PPP). No entanto, esta estratégia terá um impacto limitado na maioria das doenças negligenciadas, como a doença do sono, a doença de Chagas e a leishimaniose, já que os pacientes que sofrem dessas doenças são extremamente pobres e nunca se constituirão num mercado atraente para novos medicamentos. É para essas doenças que uma iniciativa como a DNDi se faz especialmente necessária.

Em contraste às PPPs, a DNDi tem como objetivo levar o desenvolvimento de medicamentos para as doenças negligenciadas para fora do mercado, e encorajar o setor público a assumir maior responsabilidade. Isto está refletido na composição dos seus Parceiros Fundadores, que inclui quatro grandes instituições públicas de pesquisa: a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), no Brasil, o Conselho Indiano de Pesquisa Médica, o Ministério da Saúde da Malásia e o Instituto de Pesquisa Médica do Quênia.
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Quais os resultados conquistados pela DNDi desde sua fundação em 2003?
A DNDi já está realizando sólidos progressos para alcançar seus objetivos: disponibilizar de 11 a 13 novos tratamentos para leishmaniose visceral, doença do sono, doença de Chagas e malária até 2018, estabelecendo, ao mesmo tempo, o maior portfólio já existente para o desenvolvimento de novos tratamentos contra os parasitas cinetoplastidas. As conquistas até agora podem ser atribuídas, em grande parte, ao apoio dos parceiros fundadores e oito escritórios ao redor do mondo (Suíça, Brasil, Índia, Quênia, República Democrática do Congo, Malásia, Japão e EUA).


Como a DNDi identifica os projetos?
A equipe de P&D da DNDi realiza buscas pró-ativas e estabelece uma série de atividades exploratórias que, dependendo dos resultados, podem ser incluídas nos projetos de desenvolvimento de medicamentos, ou mantidas como projetos reservas no pipeline.

A DNDi constrói seu portfólio buscando projetos que se alinhem em uma das seguintes cinco categorias, baseados na natureza do composto/tratamento em consideração e de acordo com o estágio de desenvolvimento ou do tempo previsto para chegar aos pacientes:

- Novos medicamentos de compostos novos identificados por meio de triagem e otimização de compostos líderes;

- Novos medicamentos de compostos com atividade antimicrobicida/antiparasitária conhecida (podem ter início na otimização de compostos líderes ou no desenvolvimento pré-clínico);

- Novas indicações de uso de medicamentos existentes no campo das doenças mais negligenciadas (nova indicação terapêutica);

- Reformulações e combinações mais bem adaptadas às condições de campo (pediátrica, de longa duração, novas formas de administração, combinações em doses fixas, co-embalagem ou coadministração);

- Medicamentos existentes para doenças específicas (extensão geográfica do registro; finalização de dossiês regulatórios de candidatos a medicamentos já existentes).
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Como a DNDi vai pagar por isso?
Em seu curto tempo de vida, de apenas 5 anos, a DNDi passou de uma organização patrocinada basicamente por um único parceiro, para uma organização com um grupo diversificado de 12 doadores. A DNDi foi fundada em 2003, com um dos Parceiros Fundadores, Médicos Sem Fronteiras, doando 5 milhões de euros por ano durante os cinco primeiros anos de operação. Esta contribuição financeira de MSF, assim como o apoio operacional oferecido, foi fundamental para dar a independência e a flexibilidade necessárias para o início da iniciativa: apoiar o desenvolvimento de um pipeline robusto para as doenças alvo; lançar os primeiros produtos; e desenvolver sua capacidade de captação de recursos. Desde então, a DNDi tem trabalhado para diversificar seu financiamento e incluir tanto doadores públicos quanto privados.

Em especial, a DNDi busca diversificar seu financiamento incluindo doações em dinheiro, premiações, contribuições não financeiras, bolsas de estudo, legados de indivíduos, governos, institutos publicos, empresas, fundações, ONGs e novos mecanismos alternativos de financiamento.
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A quem DNDi vai pedir recursos?
Um componente chave da missão da DNDi é estimular um maior envolvimento e uma maior responsabilidade de governos nacionais e organizações internacionais na P&D de doenças negligenciadas. Por isso, DNDi se esforça para obter metade dos seus recursos de fontes públicas. Até o momento, a DNDi tem assegurado financiamentos de governos nacionais e locais que incluem França, Suíça, Itália (região da Toscana), Reino Unido, Espanha, Holanda, EUA e União Européia. Por meio de atividades de advocacy, a DNDi trabalha para mobilizar governos e outros doadores ao redor do mundo para que destinem recursos significantes e de forma sustentável para a P&D de doenças negligenciadas.
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Como as indústrias farmacêuticas irão contribuir com a DNDi?
A parceria entre a DNDi e as indústrias farmacêuticas está baseada, principalmente, em atividades de triagem de compostos, acesso a compostos ou séries químicas conhecidas com atividade antiprotozoárica, e em oportunidades de se construir um mini portfólio. As empresas de menor porte, farmacêuticas ou de biotecnologia, participam do esforço da DNDi de P&D onde podem desempenhar um papel definido, como triagem de compostos, otimização de compostos líderes e desenvolvimento pré-clínico. No início de 2008, GSK e DNDi formalizaram uma colaboração ambiciosa, tornando disponível uma grande biblioteca de novos inibidores de Proteína Cistease e uma biblioteca de compostos de piridona, para que a DNDi examine as suas atividades contra parasitas cinetoplastidas.

A DNDi também atraiu bons parceiros de P&D para construir uma parceria inovadora para os estágios de produção, registro e distribuição. No caso do ASAQ, a sanofi-aventis concordou com os termos de não exclusividade no estágio avançado de desenvolvimento e produção. Em março de 2007, a parceria entre sanofi-aventis e DNDi lançou o ASAQ, a nova combinação em dose fixa do artesunato (AS) e amodiaquina (AQ), disponível hoje em 21 países da África subsaariana.
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De quem serão os medicamentos que a DNDi desenvolve?
Como uma organização independente sem fins lucrativos, a DNDi tentará garantir que os produtos, resultados das pesquisas, sejam disponibilizados como mercadorias públicas, sempre que possível.
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Quando a DNDi foi registrada, e onde fica estabelecida?
A DNDi foi registrada como uma fundação no dia 3 de julho de 2003. O escritório da DNDi fica em Genebra, Suíça, mas seu alcance é global. A DNDi tem quatro escritórios regionais de apoio: Brasil, Índia, Quênia e Malásia, ajudando a identificar as necessidades dos pacientes, apoiando os gerentes de projeto, identificando e oferecendo suporte aos parceiros regionais, buscando recursos, e realizando atividades de advocacy para a DNDi. Em 2007, uma afiliada da DNDi foi estabelecida em Nova Iorque, EUA, para atividades educacionais e de caridade. Além desses, a DNDi possui ainda dois escritórios de apoio a projetos: no Japão e na República Democrática do Congo.
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Contatos de Comunicação 

Betina Moura 
Ger. Regional
de Comunicação
Tel (fixo):
+55 (21) 2529 0407
Tel (celular):
+55 (21) 981222798
bmoura@dndi.org

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