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O que a DNDi está fazendo para abordar as necessidades terapêuticas não atendidas?

O objetivo de curto prazo da DNDi é usar melhor os tratamentos existentes, como por exemplo o desenvolvimento de uma dosagem pediátrica do benznidazol — objetivo que foi alcançado em 2011. O tratamento está registrado no Brasil (2011), e foi incluído na Lista de Medicamentos Essenciais para Crianças da OMS em 2013. Um acordo assinado em 2013 com a Fundação Mundo Sano garantirá um segundo produtor para o tratamento, antes fabricado apenas pelo LAFEPE — Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco. Atividades conjuntas continuarão a dar apoio ao registro e adoção da medicação no país, e maior disponibilidade de tratamento para os pacientes.

Como estratégia de médio prazo, a DNDi está estudando famílias de compostos, como o novo antifúngico azol E1224, para atividade contra T. cruzi em pacientes adultos crônicos. Resultados de um estudo de prova de conceito mostraram que o E1224 usado em monoterapia apresenta algum efeito de curto prazo na eliminação do parasita, mas com eficácia insuficiente no longo prazo, e que o atual regime de benznidazol é eficaz no longo prazo, mas apresenta efeitos colaterais significativos. Regimes alternativos de tratamento com benznidazol, como a redução da dose e duração do tratamento em monoterapia e sua associação ao E1224, estão sendo estudados. O fexinidazol, que está em desenvolvimento para a doença do sono, também está sendo avaliado para Chagas. Além disso, DNDi continua a buscar potenciais biomarcadores de resposta terapêutica para aumentar a capacidade de os estudos clínicos avaliarem novos compostos.

Como parte de sua estratégia de longo prazo, DNDi continua a identificar e envolver os parceiros dos setores público e privado a fim de identificar, caracterizar e promover o desenvolvimento de compostos promissores, bem como de prosseguir os esforços de descoberta de terapias inovadoras.

Além disso, a DNDi coopera com as iniciativas de pesquisa e desenvolvimento para a doença de Chagas e promove a capacitação profissional em investigação clínica e de acesso através da Plataforma de Pesquisa Clínica Chagas, que foi lançada em 2009.

Idealmente um novo tratamento contra a doença de Chagas seria:

  • Eficaz tanto a fase aguda quanto a crônica
  • Atividade contra a maior parte das espécies de parasitos
  • Atividade em todas as regiões endêmicas
  • Melhor perfil de segurança
  • Eficácia não inferior à do benznidazol
  • Fácil de usar (oral, menos de 30 dias, sem necessidade de hospitalização)
  • De custo acessível

Até 2020, a DNDi espera disponibilizar com seu portfólio específico para a doença de Chagas:

Um novo regime terapêutico oral, efetivo e seguro, para a fase crônica indeterminada da doença de Chagas que, idealmente, seja também efetivo contra a forma aguda da doença;

Biomarcadores que permitam perceber a evolução da doença e sirvam de parâmetro para avaliação da resposta ao tratamento, a fim de embasar o desenvolvimento de medicamentos.

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