Situação de P&D em setembro de 2014 : programa para a doença de Chagas da DNDi


A doença de Chagas é transmitida pelo inseto barbeiro e também por transfusão de sangue, transplante de órgãos e transmissão congênita. Ela é endêmica em 21 países da América Latina, onde appoximadamente 100 milhões de pessoas correm risco de contrair Doença de Chagas. Estima-se que 8 milhões de pessoas estejam infectadas na região, mas o número de pacientes também vem crescendo em países não-endêmicos de alta renda. Embora os tratamentos atualmente disponíveis (benzonidazol e nifurtimox) mostrem boa eficácia, eles ainda apresentam desvantagens, como longo período de tratamento e efeitos colaterais.

O atual portfólio da DNDi para Doença de Chagas inclui:


Research
Pesquisa

 

Atividades de análise de medicamentos nos estágios iniciais e otimização de compostos líderes para garantir que novos compostos e moléculas de apoio (séries de oxaborol e nitroimidazol -em inglés-) estejam disponíveis e avancem  para o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos

 

Translation
Pesquisa Translacional

Três projetos estão em fase de translacional:

 

  • Um estudo prova de conceito  de Fase II com a nova entidade química  fexinidazol  (em inglés) foi iniciada este ano na Bolívia e incluirá 140 adultos com Chagas nas fases crônica e intermediária da doença.

Além disso, os resultados de umrecente estudo de uma nova entidade química E1224 -em inglés- (fosravuconazol,  um pró-fármaco de ravuconazol, da classe de compostos azóis, descoberto e desenvolvido em parceria com o laboratorio Eisai Co. Ltda),  foi o primeiro ensaio clínico duplo-cego controlado do benzonidazol e placebo e também o primeiro ensaio clínico de Fase II já realizado na Bolívia, mostraram que o medicamento não proporciona uma boa allternativa como monoterapia para o tratamento da Doença de Chagas, mas forneceram dados confiáveis sobre a eficácia do benzonidazol. Com base nisso, o programa Chagas da DNDi concebeu dois estudos clínicos adicionais para o tratamento de pacientes adultos com Doença de Chagas crônica na fase indeterminada da doença:

  • Um estudo de Prova de Conceito de Fase II para seleção da dose a fim de avaliar novos regimes de monoterapia com benzonidazol (em inglés)que será realizado na Bolívia e na Argentina.
  • Um estudo de Prova de Conceito de Fase II para avaliar  uma nova combinação  (em inglés) de regimes de benznidazol e E1224 que também será realizado na Bolívia e na Argentina após a conclusão do estudo de interação medicamentosa para avaliar a farmacocinética, segurança e nível de tolerância destes dois medicamentos quando administrados concomitantemente.

Estudos pré-clínicos e clínicos também  estão em andamento para identificar e validar potenciais marcadores biológicos (em inglés) de resposta terapêutica em Chagas para apoiar o desenvolvimento clínico.

Implementation
Implementação

 

Implementação e acesso a tratamentos:

A DNDi segue apoiando a implementação e o registro da formulação pediátrica do benzonidazol (em inglés) desde 2011 através do laboratório Lafepe no Brasil. Estaformulação foi registrada no país em 2011 e em 2013 foi incluída na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS para criançcas. A DNDi também está trabalhando em parceria com a Fundação Mundo Sano, na Argentina, para disponibilizar de uma segunda fonte de produção da formulação pediátrica do benzonidazol. Além disso, considerando que apenas aproximadamente 1% das pessoas com Doença de Chagas recebem tratamento adequado, a DNDi continua formando novos parceiros através da Coalizão Global para a luta contra a Doença de Chagas, que visa melhorar as técnicas de diagnóstico e tratamento a todos os pacientes portadores da Doença de Chagas através de ferramentas pre-existentes.

 

Até 2018, com base em seu portfólio específico da Doença de Chagas, a DNDi tem por objetivo: aims:

  • Oferecer uma nova terapia oral, eficaz e mais segura (como monoterapia ou em combinação) para o tratamento da Doença de Chagas crônica indeterminada, idealmente também eficaz contra a forma aguda da doença.
  • Estimular o desenvolvimento de biomarcadores para melhor compreensão da progressão da doença e facilitar o desenvolvimento de ferramentas de avaliação da resposta terapêutica visando apoiar o desenvolvimento de medicamentos.