E-News Março 2018: Atualização dos projetos de Hepatite C

 

 O portfólio atual da DNDi em hepatite C inclui:
 

Development

 

Um projeto em fase de desenvolvimento clínico:

 

  • Ravidasvir/sofosbuvirEm 2016, a DNDi lançou um estudo de Fases II e III na Malásia e Tailândia para avaliar a eficácia, segurança, tolerabilidade, farmacocinética e aceitabilidade de dois esquemas de tratamento, com duração de 12 e 24 semanas, da combinação de sofosbuvir com o novo medicamento candidato ravidasvir em participantes com HCV. Foram incluídos um total de 301 pacientes, sendo 220 na Malásia e 81 na Tailândia. Os pacientes foram incluídos independentemente de terem ou não co-infecção com HIV, da mesma maneira foram incluídos os pacientes com doença hepática compensada, com ou sem cirrose (para este último grupo, a duração do tratamento foi de 24 semanas).

    O estudo avaliou a eficácia do esquema de tratamento contra os genótipos 1, 2, 3 e 6, sendo que os dados para o genótipo 4 já estavam disponíveis, provenientes de um estudo anterior no Egito. Os resultados serão publicados em abril de 2018. Para definir de maneira ainda mais abrangente o perfil pan-genotípico do ravidasvir, serão coletados mais dados na Malásia e Tailândia, e outros estudos estão previstos na África do Sul (para genótipo 5) e na Ucrânia (para grupos de pacientes vulneráveis, inclusive usuários de drogas injetáveis). Será solicitado o registro do ravidasvir na Malásia e em outros países de renda média, inclusive na América Latina.

    O uso disseminado de antivirais accessíveis, seguros e eficazes pode promover uma abordagem de saúde pública à epidemia: com diagnosticado e tratamento oportuno a ponto de evitar a infecção de outros indivíduos, a doença poderia ser eliminada. No entanto, relativamente poucos pacientes têm acesso ao diagnóstico e tratamento, devido principalmente aos altos preços dos tratamentos. Uma combinação pan-genotípica a custos accessíveis beneficiaria muitos pacientes, particularmente em países que se encontram excluídos dos acordos de licenciamento que permitem o acesso aos medicamentos genéricos para o HCV, e onde a concorrência de genéricos não é suficientemente robusta para diminuir os preços.

    O programa da DNDi para o HCV inclui uma colaboração com Médicos Sem Fronteiras (Médecins Sans Frontières) para desenvolver e implementar modelos de assistência mais simples para as populações-alvo, assim como, em coortes de tratamento em escala ampliada no Camboja e na Ucrânia. A colaboração com MSF tem como objetivo demonstrar que os desafios representados pelo HCV podem ser enfrentados por meio de uma abordagem de saúde pública.