DNDi e Ministério da Saúde e Previdência Social da Colômbia assinam acordo para garantir o acesso à atenção integral de pacientes com a doença de Chagas

[Bogotá, Colômbia – 14 de abril de 2018]

O objetivo é melhorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento para as pessoas afetadas pela doença.

Um acordo de cooperação para facilitar e fortalecer o acesso ao diagnóstico e tratamento para os pacientes de Chagas e outras doenças de interesse para a saúde pública foi firmado pelo Ministério de Saúde e Proteção Social da Colômbia e a Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês).

O acordo, assinado no marco da comemoração do Dia de Luta contra a Doença de Chagas, inclui continuar desenvolvendo um programa-piloto de validação da rota de atenção para a doença, implementado atualmente em cinco municípios de quatro departamentos, ou unidades federativas, do país.

Ao mesmo tempo, o acordo contempla a implementação de um novo esquema diagnóstico desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde (INS) da Colômbia, instituição que publicou recentemente o novo protocolo de vigilância em saúde pública que servirá de orientação para os atores do sistema de saúde para que possam prestar atenção integral aos pacientes de Chagas.

Até o momento, o aumento registrado no número de diagnósticos de Chagas nos municípios de Támara e Nunchía (Casanare) foi de 1.455% e 1.129%, respectivamente. São dados referentes a um ano de implementação do projeto-piloto de eliminação de barreiras de acesso para pacientes de Chagas, processo este que também avança com sucesso no município de Soatá (Boyacá). Uma vez validado, o caminho de atenção se estenderá ao resto do país.

Esses progressos se somam a outras ações do Ministério da Saúde contidas no plano de interrupção da transmissão domiciliar pelo inseto conhecido como “pito” (conhecido no Brasil como o inseto barbeiro) na Colômbia, principal vetor. A meta até 2021 é de alcançar 106 municípios certificados. Até o momento, 33 municípios já foram certificados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

Destaca-se também o trabalho do Instituto Nacional de Saúde da Colômbia (INS) pelo  Programa Nacional de Prevenção, Controle e Tratamento da Doença de Chagas, que se une a grupos de pesquisa, instituições acadêmicas e sociedade civil para a tomada de decisões em saúde pública e a produção de evidências para protocolos de atendimento, além da consolidação da rede de gestão do conhecimento, pesquisa e inovação em Chagas, com o objetivo de servir de marco de referência para a pesquisa dessa parasitose e assim ajudar a cumprir com as metas do Plano Decenal de Saúde Pública para 2012-2021.

Dados epidemiológicos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença de Chagas afeta mais de 6 milhões de pessoas no mundo, a maioria na América Latina. Na Colômbia, existem aproximadamente 4.800.000 pessoas em risco de infecção; destas, 438.000 estão infectadas, e são estimados 5.274 casos novos todos os anos. Entre estes, de acordo com relatórios do Instituto Nacional de Saúde, menos de 1.000 pessoas recebem tratamento.

Segundo dados do Ministério de Saúde e Proteção Social, na Colômbia são diagnosticados anualmente em média 25 casos em fase aguda e 1.000 casos em fase crônica. De acordo com estimativas da OMS, os números da cardiopatia chagásica alcançam 131.388 casos na Colômbia.

Sobre a doença Chagas

Chagas é uma doença silenciosa causada pela infecção com o parasita Trypanosoma cruzi, que se transmite principalmente pelo contato com a matéria fecal de barbeiros infectados (o inseto vetor). Aproximadamente 30% das pessoas infectadas desenvolvem a doença. O comprometimento mais comum envolve o coração, e em menor proporção, o aparelho digestivo, especialmente o cólon e/ou esôfago.

Para mais informações sobre a doença de Chagas na Colômbia acesse o ABC de Chagas desenvolvido pelo Ministério de Saúde e Proteção Social e DNDi