Superando a negligência da doença de Chagas

Em meio as montanhas, florestas e campos dos Andes Centrais da Colômbia, encontram-se comunidades pequenas e remotas onde a doença de Chagas ainda causa grande impacto. Mais de 400.000 colombianos vivem com este parasita assassino, e mais de um em cada quatro deles sofre de cardiopatia chagásica.

E-News Março 2018: Atualização dos projetos de leishmanioses

Três novas entidades químicas entraram em desenvolvimento pré-clínico, totalizando seis novos compostos que avançam no portfólio para a leishmaniose. Destes, dois já foram indicados como candidatos clínicos para avançar até a Fase I de pesquisa. O primeiro paciente foi recrutado na Índia nos estudos de Fase II para testar novas terapias para a leishmaniose dérmica pós-calazar (PKDL), ao mesmo tempo que centros clínicos estavam sendo preparados em Bangladesh e no Sudão. Um centro foi aberto no Sudão para o estudo de Fase III com o objetivo de testar uma nova terapia combinada para leishmaniose na África. Na América Latina, houve avanços importantes no estudo de Fase II sobre novas terapias combinadas para a leishmaniose cutânea.

E-News Março 2018: Atualização dos projetos de doença de Chagas

Dois estudos de Fase II estão em andamento. O estudo na Bolívia sobre benznidazol para o tratamento aprimorado da doença de Chagas crônica indeterminada completou o recrutamento de pacientes no final de 2017, e o estudo na Espanha está nas fases iniciais de recrutamento de pacientes para avaliar o fexinidazol no tratamento de Chagas. Um projeto piloto para aumentar o acesso ao diagnóstico e tratamento de Chagas em cinco comunidades endêmicas na Colômbia mostrou resultados preliminares excelentes e divulgará resultados de um ano em meados de 2018. Também em 2018, a DNDi e a Fundação Mundo Sano lançam uma nova Referência de Acesso Regional para a Doença de Chagas, que orientará o trabalho programado com parceiros na Guatemala.

DNDi na Reunião de Parceiros para Doenças Negligenciadas

Declaração de Bernard Pécoul na Reunião Global de Parceiros para as Doenças Tropicais Negligenciadas

 

A criação da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) em 2003, como a de outras parcerias para desenvolvimento de produtos, foi a afirmação de um consenso: para doenças onde não existem incentivos comerciais para desenvolver novas ferramentas de diagnóstico, medicamentos ou vacinas, a pesquisa e o desenvolvimento só podem acontecer graças a modelos inovadores que reúnam parceiros públicos e privados.

Cúpula de Doenças Negligenciadas 2017

NTD Summit 2017: este (ainda) não é o fim do jogo

A recente Cúpula de DTNs (Doenças Tropicais Negligenciadas) em Genebra foi realizada para celebrar os progressos alcançados desde a Declaração de Londres de 2012, quando governos, empresas farmacêuticas e outras partes interessadas em doenças tropicais negligenciadas fixaram o objetivo ambicioso de controlar ou eliminar 10 delas até 2020.

E-News Fevereiro 2017: Atualização dos projetos de leishmanioses

O objetivo da DNDi é entregar:

  • Um tratamento oral, seguro, eficaz, de baixo custo e de curta duração para a leishmaniose visceral (LV)
  • Um novo tratamento para a leishmaniose dérmica pós-calazar (PKDL, na sua sigla em inglês), mais curto e mais bem tolerado que as opções atuais
  • Um novo regime de tratamento para pacientes co-infectados com HIV e LV
  • Um tratamento seguro, eficaz e de curta duração para a leishmaniose cutânea (LC)

E-News Fevereiro 2017: Atualização dos projetos de doença de Chagas

O objetivo da DNDi é disponibilizar:

  • Um novo regime de benznidazol em monoterapia para pacientes com doença de Chagas crônica
  • Um novo tratamento combinado de benznidazol e fosravuconazol para pacientes com doença de Chagas crônica
  • Um novo regime de fexinidazol em monoterapia para pacientes com doença de Chagas crônica
  • Uma nova entidade química a ser testada em ensaio clínico para o tratamento de pacientes com doença de Chagas crônica

Ponto de vista: precisamos garantir que os resultados de P&D sejam acessíveis aos pacientes

Graeme Bilbe, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da DNDi

A primeira coisa que vem à mente é o avanço na doença do sono. Nós alcançamos um marco importante para DNDi com o fexinidazol, nossa primeira nova entidade química (NCE, do inglês New Chemical Entity) a passar por ensaios clínicos da fase II / III com êxito. Não só isso, apenas dois de um total de 390 pacientes não fizeram o acompanhamento.. Este é um resultado realmente incrível nas condições da vida real de execução de ensaios clínicos na República Democrática do Congo, meus cumprimentos às equipes clínicas por isso. E além do fexinidazol, temos outro medicamento oral, SCYX-7158, em ensaios de Fase II / III, então temos muita esperança.

Novo algoritmo-diagnóstico para Chagas na Colômbia

O projeto de implementação para a doença de Chagas na Colômbia avança. Depois de uma análise epidemiológica, os parceiros confirmaram a mudança no algoritmo diagnóstico para os projetos-piloto do país. Com o novo algoritmo, se confirmam os casos positivos para Chagas com uma prova de procedimento mais simples.

Carta do Encontro de Movimentos Sociais em Maceió

Pacientes e representantes de movimentos sociais organizaram o 1º Encontro Brasileiro de Movimentos Sociais de Luta Contra Doenças Negligenciadas, realizado durante o 52º Medtrop. No Encontro, foi criado um fórum para dar continuidade às discussões depois do Congresso e um manifesto em defesa do Sistema Único de Saúde.

Ponto de vista: Foco nos pacientes na resposta global à resistência anti-microbriana

Longe de ser uma fantasia apocalíptica, uma era pós-antibiótica na qual infecções comuns e pequenos ferimentos podem matar pessoas se tornou uma possibilidade muito real. Ultimamente, muitas manchetes vêm falado sobre ‘o fim da jornada’ dos antibióticos. O último caso que recebeu muita atenção, em maio deste ano, foi o de um paciente nos EUA que tinha uma bactéria resistente a antibióticos de último recurso.

Ponto de vista: Aproximando os pacientes do tratamento de Chagas

Pouco antes do final de 2015, o notório anúncio da aquisição dos direitos do benznidazol nos Estados Unidos (EUA) com a intenção de registro para obter um voucher de avaliação prioritária (PRV, na sigla em inglês) concedido pelo FDA, órgão americano equivalente à Anvisa responsável pela Administração de Alimentos e Medicamentos tem gerado inúmeros debates e, certamente, direciona a atenção mundial para a doença de Chagas. Esta conjuntura, apesar de todo alvoroço em torno do ex-CEO da KaloBios, expôs a dramática situação do acesso ao tratamento contra o parasita que mais mata nas Américas. Atualmente estima-se que 99% dos pacientes sofram com a falta de diagnóstico e assistência médica, segundo as recomendações da OPAS.

E-News 2015: Leishmanioses

O parasita que causa a leishmaniose é transmitido pela picada de um mosquito. A leishmaniose é um grupo complexo de doenças com mais de um milhão de novos casos por ano e 350 milhões de pessoas que vivem em situação de risco em todo o mundo em 98 países. As formas mais comuns da doença […]

E-News 2015: Doença de Chagas

O parasita que causa a doença de Chagas é transmitido pelo “barbeiro” e também por meio de transfusão de sangue, transplante de órgãos e de forma congênita. A doença é endêmica em 21 países da América Latina, onde 70 milhões de pessoas estão em risco. Estima-se que 6 milhões de pessoas estão infectadas na região e o número de pacientes cresce em países não endêmicos e de alta renda. Embora os tratamentos disponíveis hoje (benznidazol e nifurtimox) sejam eficazes, existem desvantagens, incluindo os longos períodos de tratamento e os efeitos secundários. Hoje, estima-se que menos de 1% de pacientes são tratados.

História de Vida: Duámaco Escribano

Duámaco Escribano não sabe quantos anos tem. Seu documento de identidade diz que tem 29 anos, mas aqueles que o conhecem acreditam que deve ter 25 ou 26. Na comunidade indígena a que pertence, os Koguis, um dos quatro grupos étnicos que vivem em Sierra Nevada, na costa norte da Colômbia, a vida não é medida em anos, mas começa com o nascimento e termina com a morte, não importa o quanto dure.

Tratamentos inovadores para as doenças mais negligenciadas: diversificar abordagens é necessário para expandir o portfólio de projetos com novas entidades químicas

Graeme Bilbe Abordando a falta de tratamentos adaptados para os pacientes que sofrem de doenças negligenciadas não é tarefa fácil. Estratégias iniciais de curto prazo da DNDi foram desenhadas para fornecer tratamentos melhorados mais rapidamente através de novas formulações ou combinações de medicamentos existentes e/ou melhores regimes de tratamento. Seis novos tratamentos foram entregues desde […]

Ponto de vista: Projeto FACT

[Junho 2015]
Jean-René Kiechel, consultor sênior para fármacos e gerente de produtos

Projeto FACT: uma abordagem de sucesso para solucionar necessidades de saúde pública