O programa da DNDi para as leishmanioses

A estratégia da DNDi para as leishmanioses visceral e cutânea é melhorar as opções de tratamento existentes e buscar um novo tratamento oral, seguro, eficaz, de baixo custo e de curta duração, além de promover um melhor entendimento sobre a doença.

  • Para a leishmaniose visceral, a DNDi e parceiros realizaram um estudo clínico no Brasil que apontou para uma mudança nas recomendações de tratamento do Ministério da Saúde, o que significa um tratamento mais seguro e com menos efeitos adversos para os pacientes. Atualmente, a DNDi e instituições parceiras no Brasil estão implementando um estudo de laboratório para melhorar o conhecimento sobre o parasita e seus mecanismos de resistência à miltefosina, único tratamento oral existente para a doença. Também está sendo conduzido um estudo retrospectivo, com coleta de dados clínicos de pacientes com leishmaniose e HIV em prontuários médicos para melhorar o tratamento desses pacientes e planejar futuros ensaios clínicos.
  • Para as leishmanioses cutânea e mucosa, a DNDi coordena um estudo no Peru e na Colômbia para avaliar a eficácia e a segurança de uma combinação de termoterapia com um esquema mais curto de miltefosina. No Brasil, colabora em um estudo que visa a avaliar a eficácia e a segurança de outro medicamento, a anfotericina B lipossomal, e da miltefosina para leishmaniose mucosa. Paralelamente, a DNDi apoia a luta dos pacientes na formação da primeira associação brasileira de portadores de leishmaniose.
  • A DNDi também coordena a redeLEISH, uma rede de pesquisadores e colaboradores que fortalece a pesquisa clínica em leishmaniose cutânea.

Imagem: Vinicius Berger – DNDi