Otimização de compostos: a busca de tratamentos pioneiros a partir de novas moléculas

Os medicamentos atualmente disponíveis para as doenças negligenciadas, como as leishmanioses e a doença de Chagas, apresentam severas limitações. Muitos são tóxicos, difíceis de administrar, pouco eficazes ou inacessíveis financeiramente. A DNDi emprega diferentes estratégias para atender à demanda dos pacientes por novos tratamentos que sejam eficazes, seguros e acessíveis.

Atuando por meio de redes de colaboração globais, a organização está envolvida em todas as fases do processo de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos: desde a descoberta de novas moléculas e pesquisa pré-clínica até ensaios clínicos em pessoas voluntárias e estudos de implementação e acesso a medicamentos em larga escala.

 

Programa de Otimização de Compostos Líderes da América Latina

pesquisadora observando composto químico

Na América Latina, a DNDi conduz atividades de descoberta de novas moléculas por meio do programa chamado “Otimização de Compostos Líderes da América Latina” (ou LOLA, na sigla em inglês Lead Optimization Latin America). Esse consórcio estimula a inovação, promove a formação de competências locais e reforça e valoriza a pesquisa em áreas endêmicas. O programa foi lançado em 2013 e tem por objetivo principal identificar tratamentos inovadores para a doença de Chagas e as leishmanioses. Hoje, o consórcio conta com um time multidisciplinar e extrapola fronteiras, com parceiros na América Latina e pelo mundo, colaborando com grupos de pesquisa nas universidades e na indústria farmacêutica.

 

“O trabalho que nós estamos realizando em colaboração com a DNDi é de extrema relevância para a sociedade e que visa a desenvolver um medicamento que vá salvar vidas.”

Luis Carlos Dias, Laboratório de Química Orgânica Sintética – IQ/UNICAMP

 

Como funciona

Nessa rede, que segue preceitos de inovação aberta, compostos são inicialmente sintetizados e testados contra os parasitas e então aprimorados por meio de repetidos ciclos de química medicinal. O time do projeto espera em breve conseguir identificar um candidato a medicamento com características aceitáveis que possa progredir nos estudos que a DNDi desenvolve.

 

Nós recebemos compostos químicos da DNDi, que são testados por nós. Verificamos se eles são eficazes contra os parasitas e se são seguros para utilização nos seres humanos. 

Adriano Andricopulo, Instituto de Física de São Carlos (IFSC) – Universidade de São Paulo (USP)