Plataformas: fortalecendo capacidades e unindo esforços para avançar em P&D

O trabalho colaborativo desempenha um papel essencial no modelo de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da DNDi. Para consolidar e fortalecer a capacidade de investigação regional, promover o intercâmbio científico e facilitar o acesso a novas ferramentas de saúde, a DNDi impulsiona diversas parcerias científicas em países endêmicos, unindo ministérios, programas nacionais de controle de doenças, autoridades regulatórias, OMS, Academia, profissionais de saúde e sociedade civil.

Desde 2003, a DNDi apoia a criação e manutenção de quatro plataformas regionais de pesquisa clínica. Esses centros de compartilhamento de conhecimento ajudam a:

· Identificar e avaliar as necessidades dos pacientes e lacunas de P&D;

· Fortalecer a capacidade de pesquisa clínica na América Latina; · Facilitar o acesso de populações negligenciadas ao diagnóstico e a tratamentos mais curtos, seguros e eficazes

· Defender uma política favorável e ambiente regulatório para P&D voltado para as necessidades de quem vive com doenças negligenciadas.

 

 

Plataforma Chagas

Fundação: 2009, Uberaba, Brasil

460 membros, de mais de 150 instituições e 24 países

A Plataforma de Pesquisa Clínica em Doença de Chagas reúne especialistas e pesquisadores para estimular o desenvolvimento de novos tratamentos para a doença de Chagas. Sempre voltada às necessidades dos pacientes, a plataforma otimiza ensaios clínicos, disponibiliza um fórum para discussões técnicas, e trabalha para desenvolver uma massa crítica de conhecimento especializado e fortalecer as capacidades locais de pesquisa. Últimos destaques:

· Dois perfis de produto-alvo iniciados para populações especiais: crianças e pessoas com sistema imunológico suprimido

· Desenvolvimento de uma plataforma de compartilhamento de dados com o IDDO (Infectious Diseases Data Observatory) para coletar e padronizar dados de pesquisas clínicas. Objetivo é evitar a duplicação e acelerar o desenvolvimento de melhores tratamentos

· Workshop realizado na Argentina para agilizar a tomada de decisão na avaliação da resposta terapêutica na doença de Chagas crônica

 

redeLEISH

Fundação: 2014, Rio de Janeiro, Brasil

184 membros, de 91 instituições e 21 países

Composta por representantes de mais de 60 instituições de 8 países [Bolívia, Brasil, Colômbia, Guatemala, México, Peru, Panamá e Venezuela], a redeLEISH promove o compartilhamento de informações sobre tratamento, diagnóstico e desenvolvimento de desenhos de ensaios clínicos para leishmaniose cutânea. Também possibilita o intercâmbio de conhecimento técnico-

científico entre os participantes e contribui para a implementação de políticas estratégicas e prioridades de pesquisa.

Através do mapeamento de possíveis centros de pesquisa e da implementação de treinamentos em Boas Práticas Clínicas, a redeLEISH fortalece a capacidade de investigação na América Latina. Um fórum virtual promove discussões técnicas e o intercâmbio de informações sobre o andamento e a implementação de ensaios clínicos na região, além de abrigar um repositório de documentos e publicações sobre leishmaniose cutânea.

 

Últimos destaques:

· Projeto de compartilhamento de dados, com apoio da OMS, para coletar informações sobre a eficácia do tratamento de rotina da LC em crianças de até 10 anos de idade e idosos a fim de fornecer evidências e fazer recomendações aos programas nacionais de leishmanioses do Brasil, Colômbia, Bolívia e Peru para gerenciamento de caso

· Facilitou o desenvolvimento de consenso entre os investigadores para reduzir o tempo de acompanhamento para avaliar a eficácia do tratamento para pacientes com LC incluídos em ensaios clínicos, de 180 dias a 90 dias

· Preparação de um ensaio clínico de fase III LC em cinco locais na Bolívia, Brasil, Panamá e Peru

· Projeto colaborativo de quatro centros da redeLEISH no Brasil para conduzir um ensaio clínico para avaliar a eficácia e segurança de uma combinação de medicamentos para o tratamento da leishmaniose mucosa