12 novos tratamentos disponibilizados, recomendados e implementados

A DNDi entregará de 15 a 18 novos tratamentos entre 2021 e 2028, para um total de 25 novos tratamentos em nossos primeiros 25 anos. Desde sua criação em 2003, a DNDi:

  • Desenvolveu fexinidazol, o primeiro tratamento totalmente oral para a doença do sono.
  • Desenvolveu e implementou o ASAQ, uma combinação de doses fixas antimaláricas que chegou a mais de 500 milhões de pacientes
  • Desenvolveu e implementou o ASMQ, uma segunda nova combinação de doses fixas antimaláricas
  • Desenvolveu e implementou o NECT, a primeira combinação melhorada para o tratamento da a doença do sono em mais de 25 anos
  • Desenvolveu o benznidazol pediátrico, a primeira medicação pediátrica para a doença de Chagas no mundo
  • Forneceu as evidências de base para a adoção do estibogluconato de sódio e a paromomicina (SSG & PM) na África Oriental para o tratamento da leishmaniose visceral
  • Forneceu a base de evidências para mudanças nas diretrizes nacionais para o tratamento da leishmaniose visceral no sul da Ásia
  • Forneceu a base de evidências para mudanças nas diretrizes nacionais e internacionais para o tratamento da coinfecção pediátrica HIV / TB
  • Desenvolveu uma geração mais recente de tratamentos revolucionários que podem curar as pessoas com VHC em três a seis meses. 
  • Juntamente com MSF e outros parceiros, desenvolveu um melhor tratamento para pessoas co-infectadas com HIV e leishmaniose visceral. 
  • Cipla e DNDi lançam o tratamento anti-retroviral 4 em 1, amigável para crianças pequenas vivendo com HIV na África do Sul.
  • Estudo coordenado pela DNDi, UNB e Fiocruz gerou evidências para a mudança nas recomendações para o tratamento de primeira linha para leishmaniose visceral nas Américas.

Saber mais em inglês

 

MALARIA

Nova combinação de dose fixa (2007) ASAQ

Com antigos antimaláricos cada vez menos eficazes devido à crescente resistência, a OMS recomendou o uso de terapias de combinação a base de artemisinina em 2001.

Graças a uma parceria inovadora entre DNDi e Sanofi, mais de 430 milhões de tratamentos ASAQ foram distribuídos desde 2007. A combinação de dose fixa (FDC) reduz a carga da pílula para adultos e crianças, e ao ser dissolúvel em água, é fácil de administrar a bebês e crianças pequenas.

  • Pré-qualificada pela OMS em 2008, registrada em 32 países africanos, além da Índia, Equador e Colômbia, e incluída na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS para adultos e crianças
  • Disponível a preços baixos: US$ 1 para adultos, US$ 0,5 para crianças
  • Livre de patente: ASAQ foi desenvolvido como um bem público, desde que atendam a certos padrões de qualidade, uma empresa genérica interessada em produzir a droga pode desenvolve-lo. A transferência de tecnologia para o fabricante tanzaniano Zenufa está em curso

 

MALARIA

Segunda combinação de dose fixa (2008) ASMQ

Com antigos antimaláricos cada vez menos eficazes devido à crescente resistência, a OMS recomendou o uso de terapias de combinação a base de artemisinina em 2001.

Graças a parcerias em quatro continentes abordando formulação, produção, ensaios clínicos e registro, um segundo tratamento baseado em artemisinina seguro e eficaz foi disponibilizado para o tratamento de pacientes com poucos recursos. O projeto foi o primeiro exemplo de transferência de tecnologia Sul-Sul, pois o processo de fabricação foi transferido do laboratório brasileiro Farmanguinhos para a empresa indiana Cipla.

  • O produto da Cipla foi pré-qualificado pela OMS em 2012, o de Farmanguinhos está em revisão
  • Registrado em 11 países da Ásia, América Latina e África e incluído na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS para adultos e crianças
  • Tratamento de primeira ou segunda linha recomendado em cinco países da América Latina e quatro países do Sudeste Asiático

As atividades de implementação para ASAQ e ASMQ foram entregues ao Medicines for Malaria Venture (MMV) em 2015.

 

DOENÇA DO SONO

Tratamento melhorado e mais simples (2009) NECT

Antes de 2009, o melhor tratamento disponível para a doença do sono, envolvia mais de 50 infusões intravenosas e 14 dias no hospital, e era tão complexo para distribuir e administrar em locais com poucos recursos, que frequentemente os médicos escolhiam melarsoprol, um arsênico altamente tóxico com base em drogas que matam 5% dos pacientes tratados. Em 2009, os ensaios clínicos da DNDi demonstraram a segurança e a eficácia de uma combinação de simples e curta de nifurtimox e eflornitina (NECT), com benefícios consideráveis para os pacientes, reduzindo a carga logística e de pessoal em centros de tratamento em locais remotos.

  • Parceria entre DNDi, MSF, programas nacionais de controle, Bayer, Sanofi e OMS
  • 100% dos pacientes com HAT gambiense em fase 2, tratados nos 13 países endémicos de África
  • NECT incluído na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS para adultos e crianças
  • Atividades em curso: DNDi continua a apoiar o acesso à NECT em países endêmicos

 

LEISHMANIOSE VISCERAL

Tratamento mais barato e mais eficaz na África (2010) SSG&PM

Seguindo os ensaios clínicos da DNDi na África Oriental que mostraram que o estibogluconato de sódio e a paromomicina (SSG & PM) era tão seguro e eficaz como o tratamento padrão existente contra a leishmaniose visceral, a OMS recomendou que a combinação fosse usada na região. O tratamento agora dura quase metade do tempo e custa menos. Mais pacientes podem ser tratados durante os surtos, e o regime tem o potencial de afastar a resistência e prolongar a vida de ambos os fármacos.

  • Parceria entre a DNDi, a Leishmaniasis East Africa Platform (LEAP), os programas nacionais de controle de Quénia, Sudão, Etiópia e Uganda, MSF e OMS
  • Recomendado pelo Comité de Expertos da OMS para o Controle da Leishmaniose na África Oriental
  • Adotado nas diretrizes nacionais da Etiópia, Quénia, Sudão e Uganda
  • Paromomicina registrada em Uganda, Quênia e em curso em outros países da África Oriental

 

DOENÇA DE CHAGAS

Primeiro medicamento pediátrico (2011) Benznidazol Dose Pediátrica

Apesar das recomendações para tratar crianças com doença de Chagas, o benznidazol, principal escolha de medicamento para o tratamento de Chagas, só estava disponível na forma de comprimidos para adultos. Bebês e crianças eram tratados com comprimidos fracionados ou macerados, o que complicava a administração e deixava a dosagem imprecisa. A parceria da DNDi com o laboratório Lafepe permitiu o desenvolvimento da primeira formulação pediátrica do benznidazol adaptada à idade e fácil de usar para o tratamento de crianças com doença de Chagas. Uma parceria posterior com Laboratório ELEA PHOENIX e Fundação Mundo Sano possibilitou que uma segunda fonte do medicamento estivesse disponível, proporcionando registro mais amplo em países endêmicos, com o compromisso de expandir a disponibilidade da dosagem pediátrica.

  • Tratamento adaptado à idade, fácil de usar e acessível, com um comprimido de fácil dispersão para crianças menores de 2 anos de idade
  • Registrado no Brasil (2011) e Argentina (2018)
  • Incluído na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS

 

LEISHMANIOSE VISCERAL

Adoção de novos tratamentos no Sul da Ásia (2011) Novos Tratamentos LV na Ásia

As opções de tratamento existentes para LV na Ásia do Sul causaram efeitos colaterais graves e estavam ficando ineficazes devido à resistência. Foram necessárias investigações para avaliar a segurança, eficácia e adesão do paciente a várias novas opções de tratamento. A DNDi convocou um consórcio de parceiros para identificar as melhores terapias de combinação para o Sul da Ásia. Os resultados estimularam os ministérios indianos, bangladeses e nepaleses de Saúde a selecionar, adotar e implementar as melhores estratégias de gestão para apoiar o controle e a eliminação de Kala Azar.

  • Extenso estudo de implementação de quatro braços com autoridades de saúde nos níveis nacional, estadual e local
  • Suporte para formular as recomendações do Comitê de Expertos da OMS sobre o Controle de Leishmaniases
  • Suporte para moldar o Mapa de Ruta Nacional Indiano para as Recomendações de Eliminação de Kala Azar

 

HIV PEDIATRICO

Tratamento mais eficaz para crianças que também têm TB (2016) Superbooster Therapy Pediatric HIV / TB

Superbooster Therapy Pediatric HIV / TB

Entre os muitos desafios do tratamento de crianças coinfectadas tanto com a tuberculose (TB) quanto com o HIV, está o fato de que um medicamento-chave contra a tuberculose anula a eficácia do ritonavir, um dos principais antiretrovirais para o tratamento do HIV. Um estudo patrocinado pelo DNDi em cinco hospitais na África do Sul demonstrou a eficácia do ‘super-boosting’ ou adicionando ritonavir extra ao regime de tratamento da criança. A OMS tem, desde então, reforçado recomendações para usar ‘super-boosting’em crianças co-infectadas TB / HIV.

  • Apoiado por resultados provisórios do estudo, o ritonavir “‘super-boosting” foi recomendado pela OMS em suas diretrizes anti-retrovirais em 2016

 

DOENÇA DO SONO

Tratamentos melhores e mais seguros (2018) Fexinidazol

Pill in a handO fexinidazol é a primeira entidade química criada pela DNDi, que gerenciou todas as suas etapas de desenvolvimento: do laboratório à chegada ao paciente. A história do ‘fexi’ simboliza os benefícios do modelo alternativo de P&D proposto pela DNDi, centrado nas necessidades dos pacientes e unindo as capacidades de atores de todos os setores, a exemplo de empresas farmacêuticas, organizações médicas humanitárias, ministérios da saúde de países endêmicos e a Organização Mundial da Saúde.

  • Primeiro tratamento oral para doença do sono, administrado por 10 dias
  • Para pacientes com doença do sono gambiense nos estágios 1 e 2
  • Recomendado pela Agência Europeia de Medicamentos em novembro de 2018
  • Desenvolvido em parceria de DNDi, Sanofi, a Plataforma HAT, programas nacionais de controle da República Democrática do Congo e da República Centro-Africana, Médicos Sem Fronteiras, Instituto Suíço de Saúde Pública e Tropical, com o apoio do Departamento de Controle Doenças Tropicais Negligenciadas da Organização Mundial da Saúde

 

HEPATITE C

Um tratamento acessível feito através da colaboração Sul-Sul (2021) Ravidasvir + Sofobusvir

O novo tratamento ajuda a enfrentar um dos maiores desafios de saúde pública da última década: a falta de acesso a antivirais de ação direta (DAAs), uma geração mais recente de tratamento revolucionários que podem curar as pessoas com VHC em três a seis meses. 

 

 

  • Nova combinação de tratamento para o vírus da hepatite C (VHC) é uma opção acessível para milhões que ainda esperam por acesso a tratamentos que podem salvar vidas em países de renda média
  • A combinação é segura e eficaz, inclusive para pessoas com coinfecção de VHC e HIV
  • O ravidasvir é o primeiro a ser desenvolvido por meio da colaboração Sul-Sul e com o apoio de organizações sem fins lucrativos

 

LEISHMANIOSE VISCERAL

Melhor tratamento para co-infectados com leishmaniose visceral e HIV (2022) Anfotericina B+Miltefosina

Baseado em dois estudos conduzidos pela DNDi, MSF e outros parceiros, a OMS divulgou novas diretrizes recomendando o tratamento combinado da anfotericina B lipossomal com miltefosina para tratar pessoas co-infectadas com HIV e leishmaniose visceral. A Índia, Etiópia e outros países onde ambas as doenças são endêmicas devem adaptar suas próprias diretrizes de tratamento no futuro para incluir o novo tratamento recomendado pela OMS.

  • As pessoas co-infectadas com HIV e leishmaniose visceral raramente alcançam o controle sustentável do parasita visceral – elas têm má resposta ao tratamento, maior risco de morte, e muitas vezes experimentam múltiplos episódios de recaída. 
  • Estudos da DNDi, MSF e parceiros comprovaram que a combinação da anfotericina B lipossomal com miltefosina oral apresentaram resultados melhores que o tratamento-padrão até o momento. 
  • Com base nos resultados desses dois estudos, em junho de 2022,  a OMS lançou novas diretrizes de tratamento para pessoas co-infectadas com leishmaniose visceral e HIV, recomendando uma combinação de anfotericina B lipossomal com miltefosina.

 

HIV PEDIATRICO

Tratamento anti-retroviral 4 em 1, amigável para crianças pequenas vivendo com HIV na África do Sul (2022) 4-in-1

 

A South African Health Products Regulatory Authority (SAHPRA) aprovou uma combinação de quatro tratamentos antiretrovirais compostos de abacavir, lamivudina, lopinavir e ritonavir de sabor doce, estável ao calor, em dose fixa ‘4 em 1’, especificamente projetada para bebês e crianças pequenas com HIV. Este tratamento combinado foi desenvolvido em parceria com a Cipla Limited.

 

  • Esta nova formulação representa uma melhoria significativa em relação às formulações ARV pediátricas contendo inibidores de protease que têm sido utilizadas na África do Sul há décadas.
  • Não requer refrigeração, tem um sabor doce e é fácil de administrar a bebês e crianças de diferentes pesos e idades.
  • Uma grande melhoria tanto para crianças quanto para seus cuidadores em relação às formulações disponíveis anteriormente.
  • Excelente notícia, especialmente no país onde 238.000 crianças com menos de 15 anos vivem com HIV – o maior número do mundo.

 

LEISHMANIOSE VISCERAL

Novas recomendações para o tratamento das leishmanioses nas Américas (2022) Anfotericina B lipossomal

A mudança no tratamento de primeira linha para a leishmaniose visceral se baseia nas eficácias geradas através de um estudo colaborativo patrocinado pelo Ministério da Saúde do Brasil e coordenado pela Universidade de Brasília (UnB), a fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a DNDi, que avaliou a eficácia e segurança de diversas opções de tratamento em comparação com o tratamento padrão, baseado no uso de antimoniais. As novas diretrizes incorporam agora a anfotericina B lipossomal como forte recomendação sobre o uso de antimoniais pentavalentes. A recomendação sugere um tratamento mais acessível para as pessoas, por ser de menor duração, com menos efeitos colaterais e com uma redução no tempo de internação.

  • O estudo LV Brasil  reuniu o trabalho em cooperação da Universidade Federal do Piauí, a Universidade Estadual de Montes Claros, a Universidade Federal de Sergipe, o Hospital Infantil João Paulo II – Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais e o Hospital São José de Doenças Infecciosas, de Fortaleza.
  • As necessidades destas populações negligenciadas orientam a estratégia da DNDi, que, em colaboração com os países da região, gera evidências sobre a segurança e efetividade dos tratamentos em pacientes de leishmaniose visceral (LV) e cutânea (LC), visando melhorar as opções de tratamento existentes.
  •  Atualmente, estamos estudando uma combinação de um tratamento oral com aplicação local de calor para LC em quatro países da região para confirmar os dados preliminares de nosso ensaio de Fase II no Peru e na Colômbia, que mostram resultados positivos combinando termoterapia e miltefosina em comparação com o tratamento apenas com termoterapia.